E, de lâmina em punho, ia me rasgando a pele, ou pêlos da pele e também um pouquinho a mais de pele. E esperava acabar logo, pois ainda tinha que botar o terno e gastar cinco minutos fazendo, refazendo e redescobrindo o nó da gravata. Gravata. Gravata, para quem não leu direito. E terno. Então eu ia para a faculdade e depois para o estágio. E chegaria em casa mais de doze horas depois, cansado e pronto para comer e dormir. Gravata.
Sim, vendi-me, me vendi, vendi minha alma ou minha cabeça outrora rebelde, o que dá no mesmo. Todos surpresos me olham e perguntam, mas vc que jurou que nada te enforcaria?? Eu respondo que cresci. Puxados pela forca, todos crescemos.
1 comentários:
http://www.youtube.com/watch?v=rWCaqvsV2J0&feature=player_embedded
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