segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Filmes a mão e a memória

A viagem pode ser de fotos. Não luzes, nem fosfórica, deve ser tão somente do movimento criado pela série de imagens que nos vem a cabeça. As imagens que tiramos, recriamos, recuperamos, são as que escolhemos, diretores dos nossos albuns/videos. O velho hábito de nossoas avós de juntar imagens em livros, com notas explicativas de fim de páginas pode parecer perdido, mas tudo que fazemos na internet não é para indexar à rede algo, mas para juntar o nosso, dar a ele uma ordem e, depois, expor ao mundo o que temos por memória. Mostrar nossas imagens é mostrar nossos vídeos, nossas mãos, tudo que temos de mais bonito - mesmo que seja o mais feio. E a melhor parte disso tudo é que nunca vamos parar de fazer velhos albuns, indexando, mexendo na nossa própria memória, mas já começamos a mexer com a memória alheia, incorporá-la, remixá-la. Ao se visitar o Flirck, encontramos o que o nosso olho não viu, o nosso dedo não apertou o botão. Mas, mesmo assim, podemos usar essas imagens nos nossos filmes, criando memórias próprias, filmes próprios com imagens alheias. Talvez seja perigoso, talvez seja irrecuperável o que vemos como trabalho individual. Mas com certeza é excitante.

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