Sou uma ilusão criada por mim mesmo para interagir com o mundo, que na verdade invento como quero. Invento a mim e ao mundo enquanto a chuva cai lá fora. Meu apagão demorou uma semana, mas chegou.
Enquanto a tv narra futilidades, a rua vira rio, penso em como ser o que não sou, não ser o que não sou e perder meus preconceitos, meus preceitos, minhas duvidas remanescentes de um carnaval ruim. Como diria Chico, plantei vento, vou beber a tempestade.
Reminiscências, rementiras, remo. Ainda não saí, mas quero. A rua virou chuva, a chuva virou rio e eu quero é me perder na correnteza. Soltar as correntes, perder meus pés do chão, e ir com o rio para fora do mundo que inventei. Quero correr para fora de mim, quem sabe assim me reinvento.